terça-feira, 30 de novembro de 2010

Abrimos o baú e... (11)


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*por alguma razão, que não percebemos, o blogger não nos permite escrever a cores!!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O que se passa no Canil Municipal de Évora...

Reproduzimos, na íntegra, um e-mail que recebemos:


Bom dia,

Vimos por este meio denunciar a situação que se passa no Canil Municipal de Évora - Centro de Recolha Oficial, e que tomou neste momento proporções drásticas de desrespeito e desconfiança pelo nosso trabalho, para além do desrespeito pelo bem-estar dos animais alojados no canil.
Graças ao nosso trabalho de divulgação dos animais para adopção através de uma mailing list e site da Câmara, a adopção cresceu exponencialmente, chegando a aparecer várias pessoas interessadas no mesmo animal. O nosso ânimo tem sido elevadíssimo, atingindo o número de 100 adopções no corrente ano. Em anos anterior as adopções rondavam os 20 animais por ano. Apesar disso sofremos constantemente a pressão do Dr. Flor Ferreira que elabora semanalmente listas de animais para eutanasiar, com o pretexto de os animais não poderem permanecer mais de um mês no Canil, devido aos custos associados à sua manutenção. Sabendo nós que o custo da eutanásia é bastante superior aos custos da sua alimentação. A cada semana, comfrontamo-nos então, com uma lista de animais para abater, de entre os quais temos de verificar e informar quais os animais que já têm processo de adoção iniciado, com o intuíto de pelo menos esses se manterem vivos.
Tendo em conta que recorrem ao Canil Municipal pessoas de todo o país para adoptar os nossos animais, facilitamos sempre que possível a entrega do animal, fora do horário de funcionamento do Canil, após as 16 horas e ao fim de semana. Há cerca de 15 dias fomos informadas pelo Dr. Flor Ferreira, que o nosso acesso à zona de alojamento dos animais estava proibido a partir das 16 horas, mesmo que o nosso horário de trabalho se estenda até às 17h30. A porta é fechada por um dos funcionários que leva a chave com ele. Não nos é permitido prestar qualquer tipo de assistência a um animal depois de encerrada a porta. Também não podemos entregar nenhum animal para adopção fora desse horário. Nem mesmo ao Sábado de manhã em que estão de serviço uma veterinária e um funcionário do canil. Somos controladas pelos restantes funcionários que são diariamente incumbidos de nos vigiar.Para além disso todos os funcionários estão proibidos de deixar entrar qualquer pessoa no interior do canil, o que inviabiliza a adopção dos gatos que se encontram no gatil, para além de outros cães para adopção que se encontrem no interior do canil sem visibilidade do exterior.
O Dr. Flor Ferreira estabeleceu que são proibidos tratamentos aos animais alojados, incluindo desparasitação e vacinação dos animais que são para adopção, sendo unicamente vacinados contra a raiva e desparasitados contra a equinococose no momento em que saem do canil. Isto conduz a que possam ser adoptados pela população animais portadores de doenças com carcater zoonótico. Esta prática contraria seriamente a função do médico veterinário municipal, de protecção da saúde pública, e o Decreto-lei nº315/2003 de 17 de Dezembro, que exige a existência de um plano de profilaxia médica e sanitária, para os animais alojados. Acabamos por fazer alguns tratamentos, embora com medicamentos por nós adquiridos, existindo um fundo de maneio que poderia ser utilizado regularmente para este efeito.
Para culminar, na passada quarta-feira, dia 10 de Novembro, o Dr. Flor Ferreira eutanasiou ele próprio 7 cães, 3 dos quais com processos de adopção em fase final, e 2 em fase inicial. Quando confrontado com a situação disse apenas que os animais não poderiam ficar mais de um mês no canil, e que por isso seriam abatidos. Muito embora o canil não se encontrasse cheio.
Estamos numa situação de total desconfiança, descrédito, e desrespeito pelo nosso trabalho.
Desde que inciamos as nossas funcções nesta instituição o funcionamento do canil municipal foi gradualmente alterado, tendo existido obras de remodelação, e melhorando diariamente as condições dos animais alojados, e sua hipótese de sobrevivência. Conseguimos melhorar a opinião pública relativamente ao canil municipal, limpando a imagem negra do passado, esquecendo fundamentalismos que em nada ajudavam à problemática grave do abadono e detenção irresponsavel de animais. Todo este trabalho foi desenvolvido também junto da população, através do Projecto Fiel. Todos estes acontecimentos desrespeitam o nosso trabalho e impedem que continuemos a exercer funções no NVSP, pelo que solicitamos a intervenção dos responsáveis. Informámos o Eng. Costa dos ultimos acontecimentos, e aguardamos a marcação de uma reunião com o Presidente para discutirmos qual a posição da Câmara Municipal de Évora face a esta situação.
Com os melhores cumprimentos,
Agradecemos desde já a vossa atenção


Maria Leonor Quítalo
Ana Margarida Calado da Câmara Pereira
Médicas Veterinárias da Câmara Municipal de Évora


Reportagem da SIC feita ontem, à porta do Canil Municipal. A partir do minuto 4:

pch#726 (já não há)